terça-feira, 10 de julho de 2007

Inmetro usará bancada terceirizada para aferições


Os parlamentares que compõem a CPI da Enersul se reuniram na tarde desta terça-feira (10) para a reunião ordinária que teve a participação de técnicos do Inmetro.

De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), a Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) será comunicada sobre o início da aferição já que os medidores são de propriedade da concessionária.

O trabalho do Inmetro, no entanto, será feito em bancadas de uma empresa particular, sem o envolvimento da Enersul. "O Inmetro vai verificar se os medidores estão marcando o consumo real", explica Paulo Corrêa lembrando que as aferições vão ocorrer por todo o Estado em unidades residenciais, comerciais e industriais.

Enersul cancela depoimento de diretor

Robson Trevisan

O presidente da CPI da Enersul, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), anunciou no final desta manhã (10), o não comparecimento do diretor-executivo da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) para o primeiro depoimento convocado pela CPI, previsto para esta quarta-feira (11).

Paulo Corrêa leu o ofício encaminhado pela concessionária em que Jorge Manuel Moreira Martins alega "compromissos anteriormente assumidos fora do Estado".

No documento, Martins pede o adiamento e comunica que estará no Mato Grosso do Sul "entre os dias 20 de julho e 10 de agosto".

Para o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, a ausência de Jorge Martins não prejudicará as investigações. "Vamos marcar uma nova data e desta vez, a convocação será coercitiva, ou seja, se não comparecer, o diretor poderá até ser preso", explicou Paulo Corrêa.

Semana de avanços para a CPI

As investigações da CPI da Enersul devem avançar significativamente essa semana. A expectativa é por conta da primeira oitiva que acontece nesta quarta-feira (11) com o diretor-executivo da concessionária Jorge Martins e da viagem a Brasília, na quinta-feira (12) onde os deputados estaduais, membros da comissão, receberão oficialmente o balanço econômico-financeiro da Enersul, das mãos do presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Gerson Kelman.

Para o presidente da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), tanto o depoimento quanto a documentação serão essenciais para as conclusões do relator.

"Vamos esclarecer alguns pontos com a própria Enersul e depois analisar cuidadosamente os documentos fornecidos pela Aneel para verificar, por exemplo, se investimentos realizados pelos consumidor são realmente incorporados ao patrimônio a ser remunerado da empresa", ressaltou Paulo Corrêa.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Diretor da Enersul depõe na 4ª-feira


Esta semana promete evoluções significativas nos trabalhos da CPI da Enersul. Na quarta-feira, os cinco membros da comissão vão ouvir o diretor da concessionária em Mato Grosso do Sul, Jorge Martins. Este será o início das ouvidorias.

No dia seguinte, a CPI irá para Brasília para ter acesso a "caixa-preta" da empresa. Por meio do material, será possível confrontar informações repassadas à agência sobre reajustes e ativos com a realidade observada no Estado.

Ainda durante a passagem pelo Distrito Federal, o presidente da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), vai percorrer, ao lado dos senadores Delcídio do Amaral (PT), Marisa Serrano (PSDB) e Valter Pereira (PMDB), os corredores do Senado para iniciar a coleta de assinaturas visando à instauração da CPI da Aneel. Pelo menos 27, dos 81 parlamentares, devem aderir à proposta para garantir a instauração da investigação. (Correio do Estado)

CPI apura se Enersul infla bens para reajustar tarifa

Denúncia repassada aos membros da CPI da Enersul aponta que a concessionária está superfaturando o patrimônio. Por conta disso, o consumidor sul-mato-grossense estaria desembolsando cerca de R$ 15 milhões anuais. A irregularidade resume-se na incorporação de redes de energia particulares na lista de bens a serem remunerados da concessionária, conforme informaram o presidente e o relator da comissão, deputados estaduais Paulo Corrêa (PR) e Marquinhos Trad (PMDB). O resultado é o aumento do patrimônio da empresa e consequentemente o reajuste maior da tarifa.

Determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece que a incorporação de doações efetivadas por produtores rurais, particulares, empresas e mesmo pela União, a partir do momento que é efetivada a energização da rede, devem ser obrigatoriamente incluídas como patrimônio não remunerado, ou seja, sem retorno financeiro para a concessionária. A norma estaria sendo desrespeitada e os investimentos aplicados incluídos na lista de bens da Enersul. Este recurso influência diretamente no bolso do consumidor.

Amparada em determinação da Annel, a concessionária tem o direito de reverter, por meio do reajuste da tarifa, de 11% a 15% de tudo o que investiu em Mato Grosso do Sul.
Em 10 anos de atuação no Estado, a Enersul incorporou 21 mil quilômetros de rede privada. Conforme Paulo Corrêa, em média cada quilômetro custa R$ 5 mil. No total, os consumidores sul-mato-grossenses desembolsaram R$ 105 milhões para garantir a ampliação da rede. Se a Enersul incluiu as doações no patrimônio a ser remunerado e convenceu a Aneel a reverter 15% do total, por meio do reajuste da tarifa, os cerca de 700 mil consumidores do Estado pagaram R$ 15 milhões a mais nas contas de energia.

Devolver o dinheiro
Conforme Paulo Corrêa, a CPI da Enersul está dependendo do acesso à "caixa-preta" da empresa energética, que terá conteúdo revelado pela Aneel na próxima quinta-feira, para comprovar a denúncia. Ele assegurou que se a irregularidade se confirmar, a CPI irá exigir que a concessionária devolva o dinheiro para o povo sul-mato-grossense.

O presidente da CPI revelou ainda que existe dentro do Congresso Nacional um movimento que pede o ressarcimento do investimento dos consumidores em energização das redes.
O relator da CPI, deputado Marquinhos Trad, aprova a iniciativa. Ele é contrário ao processo que rege a incorporação da rede. Para o parlamentar, a população é penitenciada neste processo. "Para ter luz em casa, primeiro é necessário apresentar um projeto à Enersul, que avaliará a viabilidade de implantar a rede. Depois, é necessário bancar todos os custos da incorporação e mais tarde pagar a manutenção do sistema por meio da conta de energia.

Enquanto isso, a Enersul só acumula lucros e ainda incorpora as doações ao patrimônio para mais uma vez lucrar. Defendo as indenizações", declarou.

Fonte: Correio do Estado