segunda-feira, 23 de julho de 2007
Enersul paga R$ 278 mil por mês a cada diretor
Com base na planilha da revisão tarifária de 2003, o relator da CPI da Enersul, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), concluiu que cada diretor da empresa energética recebe mensalmente em torno de R$ 278 mil. O levantamento indica que naquele ano foram gastos R$ 20 milhões com os supersalários, que teriam sido rateados entre seis diretores, sendo que apenas um deles atuaria em Mato Grosso do Sul.
Antônio Eduardo da Silva Oliva, diretor-presidente; Thomas Daniel Brull, diretor-administrativo; Torel Soares Ramos, diretor-comercial; Manuel Fernando das Neves Bento, diretor-técnico, e José Simões Neto, diretor de regulação, integram a lista dos profissionais que não atuam no Estado.
O quinteto está locado em São Paulo. Jorge Martins, diretor-executivo, seria o único prestador de serviço presente na Enersul, informou Marquinhos Trad.
Como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece parte da receita gasta com os surpersalários para efeitos de cálculo da tarifa, o consumidor sul-mato-grossense acaba pagando pelo alto serviço de profissionais que nem sequer atuam no Estado.
Por intermédio da assessoria de imprensa, a Enersul afirmou que o teto máximo da soma da remuneração dos diretores e conselheiros administrativos fixado em assembléia dos acionistas é de R$ 6 milhões e, deste montante, a Aneel reconheceria apenas R$ 2,49 milhões para efeitos de cálculo tarifário. Diferenças acima desse valor seriam bancadas pelos acionistas. Sem citar nomes, a assessoria de imprensa da concessionária assegurou ainda que quatro diretores e um presidente atuam no Estado.
Sem investimentos
Além de repudiar os supersalários pagos pela população sul-mato-grossenses, o relator da CPI da Enersul é contrário a outras ações da concessionária. Segundo ele, a empresa energética não realiza compras de equipamentos, de veículos e de outros produtos de valor no Estado. "A superintendência de compras está locada em São Paulo. Qualquer aquisição de valor significativo é feita lá", garantiu.
Como exemplo, Marquinhos Trad citou a compra de 500 computadores em 2006. "Todo o material foi adquirido em São Paulo", revelou. Ele frisou ainda que a concessionária direciona licitações para beneficiar empresas de outros estados.
Fonte: Correio do Estado
Antônio Eduardo da Silva Oliva, diretor-presidente; Thomas Daniel Brull, diretor-administrativo; Torel Soares Ramos, diretor-comercial; Manuel Fernando das Neves Bento, diretor-técnico, e José Simões Neto, diretor de regulação, integram a lista dos profissionais que não atuam no Estado.
O quinteto está locado em São Paulo. Jorge Martins, diretor-executivo, seria o único prestador de serviço presente na Enersul, informou Marquinhos Trad.
Como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece parte da receita gasta com os surpersalários para efeitos de cálculo da tarifa, o consumidor sul-mato-grossense acaba pagando pelo alto serviço de profissionais que nem sequer atuam no Estado.
Por intermédio da assessoria de imprensa, a Enersul afirmou que o teto máximo da soma da remuneração dos diretores e conselheiros administrativos fixado em assembléia dos acionistas é de R$ 6 milhões e, deste montante, a Aneel reconheceria apenas R$ 2,49 milhões para efeitos de cálculo tarifário. Diferenças acima desse valor seriam bancadas pelos acionistas. Sem citar nomes, a assessoria de imprensa da concessionária assegurou ainda que quatro diretores e um presidente atuam no Estado.
Sem investimentos
Além de repudiar os supersalários pagos pela população sul-mato-grossenses, o relator da CPI da Enersul é contrário a outras ações da concessionária. Segundo ele, a empresa energética não realiza compras de equipamentos, de veículos e de outros produtos de valor no Estado. "A superintendência de compras está locada em São Paulo. Qualquer aquisição de valor significativo é feita lá", garantiu.
Como exemplo, Marquinhos Trad citou a compra de 500 computadores em 2006. "Todo o material foi adquirido em São Paulo", revelou. Ele frisou ainda que a concessionária direciona licitações para beneficiar empresas de outros estados.
Fonte: Correio do Estado
Empresa está em baixa no quesito satisfação
A Enersul é uma das piores concessionárias do País no quesito satisfação do consumidor. Entre as 64 empresas brasileiras, a multinacional ocupa o 53º lugar, conforme revela a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da publicação do Índice de Satisfação do Cliente (Iasc) de 2006.
A melhor colocação nos últimos sete anos da Enersul foi registrada em 2002, antes da aplicação do tarifaço, que reajustou o serviço no Estado em 51,87%. Na época, a empresa apareceu em 28º lugar.
Um ano depois, o grau de satisfação do consumidor decaiu substancialmente. Da 28ª posição, a concessionária passou a ocupar o 46º lugar, já em 2004, o 53º, um ano mais tarde, o 47º e, em 2006, voltou à 53ª posição. Já a Elektro, que atende cinco municípios sul-mato-grossenses, ficou em 26º lugar no ano passado – 27 posições à frente da multinacional.
Para o relator da CPI da Enersul, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), a pesquisa expressa a realidade observada no Estado. Ele informou que, no decorrer dos trabalhos da CPI, vários problemas foram detectados e relatados pela população.
Entre as deficiências, Marquinhos Trad destacou a ausência de escritórios de atendimento ao consumidor no interior do Estado. Pesquisa da CPI revela que o serviço está disponível em apenas 10 dos 73 municípios de abrangência da concessionária. Segundo o relator da comissão, a presença dos escritórios é mais um artifício que influencia a Aneel, que recomenda a implantação do serviço, a conceder os reajustes solicitados pelas empresas.
Além da ausência dos escritórios, Marquinhos Trad frisou que muitos municípios ficam sem energia por longo espaço de tempo, sendo que a Enersul não deve deixar a população sem luz em média 11 horas por ano. "Quando venta um pouco em Jaraguari, a energia já cai", citou.
Para o relator da CPI, a situação é contraditória. "Como a Enersul se intitula empresa de referência diante destes dados? Em Campo Grande, por exemplo, a população ficou sem energia por mais de 15 horas na semana passada. Uma empresa que se determina a melhor não pode deixar de agradar ao consumidor, mesmo diante de uma forte chuva", comentou.
Mais queixas
Demonstrar a insatisfação do cliente em relação ao serviço prestado pela Enersul não é uma particularidade da Aneel. O Procon de Mato Grosso do Sul também atesta esta constatação. Desde abril, a empresa energética ocupa o primeiro lugar, em valores nominais, na lista de reclamações registradas no órgão. De 22 de maio a 15 de junho, foram computadas 152 queixas, o que corresponde a 15,53% do total de reclamações verificadas pelo órgão. (LK)
Fonte: Correio do Estado
A melhor colocação nos últimos sete anos da Enersul foi registrada em 2002, antes da aplicação do tarifaço, que reajustou o serviço no Estado em 51,87%. Na época, a empresa apareceu em 28º lugar.
Um ano depois, o grau de satisfação do consumidor decaiu substancialmente. Da 28ª posição, a concessionária passou a ocupar o 46º lugar, já em 2004, o 53º, um ano mais tarde, o 47º e, em 2006, voltou à 53ª posição. Já a Elektro, que atende cinco municípios sul-mato-grossenses, ficou em 26º lugar no ano passado – 27 posições à frente da multinacional.
Para o relator da CPI da Enersul, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), a pesquisa expressa a realidade observada no Estado. Ele informou que, no decorrer dos trabalhos da CPI, vários problemas foram detectados e relatados pela população.
Entre as deficiências, Marquinhos Trad destacou a ausência de escritórios de atendimento ao consumidor no interior do Estado. Pesquisa da CPI revela que o serviço está disponível em apenas 10 dos 73 municípios de abrangência da concessionária. Segundo o relator da comissão, a presença dos escritórios é mais um artifício que influencia a Aneel, que recomenda a implantação do serviço, a conceder os reajustes solicitados pelas empresas.
Além da ausência dos escritórios, Marquinhos Trad frisou que muitos municípios ficam sem energia por longo espaço de tempo, sendo que a Enersul não deve deixar a população sem luz em média 11 horas por ano. "Quando venta um pouco em Jaraguari, a energia já cai", citou.
Para o relator da CPI, a situação é contraditória. "Como a Enersul se intitula empresa de referência diante destes dados? Em Campo Grande, por exemplo, a população ficou sem energia por mais de 15 horas na semana passada. Uma empresa que se determina a melhor não pode deixar de agradar ao consumidor, mesmo diante de uma forte chuva", comentou.
Mais queixas
Demonstrar a insatisfação do cliente em relação ao serviço prestado pela Enersul não é uma particularidade da Aneel. O Procon de Mato Grosso do Sul também atesta esta constatação. Desde abril, a empresa energética ocupa o primeiro lugar, em valores nominais, na lista de reclamações registradas no órgão. De 22 de maio a 15 de junho, foram computadas 152 queixas, o que corresponde a 15,53% do total de reclamações verificadas pelo órgão. (LK)
Fonte: Correio do Estado
Jorge Martins confirma presença em oitiva
O diretor-executivo da Enersul, Jorge Martins, confirmou presença na oitiva desta segunda-feira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações da concessionária em Mato Grosso do Sul.
Caso as respostas do principal gestor da empresa energética no Estado não convençam os cinco membros da CPI, os demais dirigentes e técnicos da multinacional também serão convocados para prestar depoimento, informou o relator da comissão, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB).
Conforme o parlamentar, os membros da CPI montaram, na semana passada, estratégia para colocar em prática durante a oitiva. Marquinhos Trad frisou que todos os questionamentos estão baseados em fatos concretos, que foram apurados pela comissão no decorrer das investigações.
Inicialmente a oitiva estava prevista para ocorrer dia 11 de julho, porém Jorge Martins recuou, alegando a ausência "por força de compromissos anteriormente assumidos fora do Estado e impossibilidade de seu remanejamento".
Para o presidente da CPI da Enersul, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), a medida fez parte de uma estratégia da empresa de aguardar a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), que estuda pedido de cancelamento dos trabalhos da comissão.
Caso Jorge Martins não compareça hoje para o depoimento, ele corre risco de ser preso, enfatizou Paulo Corrêa. A CPI conta com previsão regimental, que dispõe sobre a coerção, ou seja, a possibilidade de usar a força policial para obrigar o diretor da Enersul a prestar informações. (LK)
Fonte: Correio do Estado
Caso as respostas do principal gestor da empresa energética no Estado não convençam os cinco membros da CPI, os demais dirigentes e técnicos da multinacional também serão convocados para prestar depoimento, informou o relator da comissão, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB).
Conforme o parlamentar, os membros da CPI montaram, na semana passada, estratégia para colocar em prática durante a oitiva. Marquinhos Trad frisou que todos os questionamentos estão baseados em fatos concretos, que foram apurados pela comissão no decorrer das investigações.
Inicialmente a oitiva estava prevista para ocorrer dia 11 de julho, porém Jorge Martins recuou, alegando a ausência "por força de compromissos anteriormente assumidos fora do Estado e impossibilidade de seu remanejamento".
Para o presidente da CPI da Enersul, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), a medida fez parte de uma estratégia da empresa de aguardar a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), que estuda pedido de cancelamento dos trabalhos da comissão.
Caso Jorge Martins não compareça hoje para o depoimento, ele corre risco de ser preso, enfatizou Paulo Corrêa. A CPI conta com previsão regimental, que dispõe sobre a coerção, ou seja, a possibilidade de usar a força policial para obrigar o diretor da Enersul a prestar informações. (LK)
Fonte: Correio do Estado
Diretor-executivo da Enersul deve depor à CPI nesta segunda
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enersul aguarda para hoje, às 15h, o depoimento do diretor-executivo da empresa, Jorge Manuel Moreira Martins. O empresário justificou a ausência para a primeira convocação, alegando que não estaria no Estado na ocasião.
Dessa vez, Martins recebeu convocação coercitiva para explicar os fatores determinantes para a tarifa de luz cobrada dos 699,4 mil consumidores de 73 municípios do Estado ser a mais cara do País.
Na semana passada, os assessores e deputados começaram a analisar os documentos encaminhados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que detalham o balanço econômico-financeiro da concessionária entre 2002 e 2007. O presidente da comissão recebeu o relatório do presidente da agência, Jerson Kelman, no dia 12.
De acordo com o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR), os documentos serão analisados pela equipe técnica que assessora os trabalhos da comissão e pelos próprios deputados. Os parlamentares pretendem esclarecer, por exemplo, se há irregularidades na composição do patrimônio remunerado da concessionária.
Fonte: Agora MS
Dessa vez, Martins recebeu convocação coercitiva para explicar os fatores determinantes para a tarifa de luz cobrada dos 699,4 mil consumidores de 73 municípios do Estado ser a mais cara do País.
Na semana passada, os assessores e deputados começaram a analisar os documentos encaminhados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que detalham o balanço econômico-financeiro da concessionária entre 2002 e 2007. O presidente da comissão recebeu o relatório do presidente da agência, Jerson Kelman, no dia 12.
De acordo com o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR), os documentos serão analisados pela equipe técnica que assessora os trabalhos da comissão e pelos próprios deputados. Os parlamentares pretendem esclarecer, por exemplo, se há irregularidades na composição do patrimônio remunerado da concessionária.
Fonte: Agora MS
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