terça-feira, 28 de agosto de 2007

Membros da CPI da Enersul fazem apresentação na Fiems

Sérgio Marcolino Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), convida o setor empresarial para a “Apresentação do Andamento dos Trabalhos da CPI da Enersul” nesta quarta-feira (29), às 19h, no auditório da Casa da Indústria.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enersul é resultado de um movimento empresarial que surgiu em razão do descontentamento do setor industrial em pagar a mais alta tarifa de energia elétrica do país e a sexta mais cara do mundo.

A CPI da Enersul é presidida pelo deputado estadual Paulo Corrêa e tem como vice-presidente, o deputado estadual Paulo Duarte, relator, o deputado Marquinhos Trad, e membros, os deputados Youssif Domingos e Dione Hashioka.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

CPI da Enersul ainda aguarda documentação sobre denúncias

A CPI da Enersul ainda aguarda documentação de diversas prefeituras e órgãos para dar continuidade aos trabalhos de investigação. Segundo o relator da Comissão, deputado Marquinhos Trad (PMDB), a CPI ainda espera que até o final dos trabalhos seja possível conseguir os dados que podem comprovar irregularidades.

O relator não revelou detalhes de quais seriam as irregularidades, no entanto, já é de conhecimento que a CPI investiga as cobranças dos últimos oito anos feitas ao Hospital São Julião. Também está sendo investigado se prefeituras estariam cobrando valores maiores do que o necessário na Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública).

Outra denúncia investigada pela CPI é a distribuição, por parte da Enersul, de eletrodomésticos e cabos de energia na periferia da Capital. Os deputados acusam a empresa de tentar “mascarar” as contas com as mudanças. A empresa alega que a distribuição faz parte de um programa de incentivo a redução do consumo, aprovado ela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

“Estamos esperando a documentação de alguns pontos polêmicos, que não foram esclarecidos, um deles por exemplo é do hospital São Julião. Com a ajuda de peritos e de agentes estamos estudando as contas dos últimos oito anos. Há indícios de irregularidades. Ainda não posso citar quais. Sobre a Cosip, também estamos esperando a documentação. Temos que saber quanto que a prefeitura recebe e quanto que a prefeitura recolhe dos contribuintes”, explicou.

Fonte: Midiamax

Energia pode cair até 20% em 2008

A revisão tarifária prevista para 2008 poderá derrubar em até 20% o custo da energia elétrica aplicado em Mato Grosso do Sul. A expectativa acompanha o cenário econômico brasileiro. No atual contexto, a redução do risco-país e consequentemente a tendência de menos pressão por lucratividade, aliada ao redesenho das concessionárias, que demonstra condições de manutenção do serviço com menos gastos, são fatores determinantes no sentido de atender à previsão de abatimento da tarifa. Diante dos indícios, nem mesmo as despesas represadas da multinacional seriam capazes de reverter o quadro.

A tendência de corte foi anunciada pelo relator da CPI, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB). Amparado em estudo técnico, ele prevê queda de 10% a 20% do serviço no Estado. "A sociedade está mais atenta em relação às tratativas de aumento da tarifa, por isso está vindo à tona como de fato funciona a multinacional. Diante das informações, observa-se que a empresa assegura o serviço gastando cerca de 40% a menos que há cerca de cinco anos", enfatizou.

Atualmente, por exemplo, a Enersul praticamente não gasta com escritórios de atendimento nos municípios sul-mato-grossenses. Pesquisa da CPI revelou que o serviço está disponível em apenas 10 dos 73 municípios de abrangência da concessionária. O mesmo acontece no setor de call center. Alterações no serviço, como a centralização do atendimento, estão proporcionando o enxugamento dos gastos.

Já o lucro da empresa deverá ser quatro pontos percentuais inferior ao registrado na última revisão tarifária, em 2003. Na época, o índice atingiu 15% sobre o custo do período. Enquanto isso, em 2008 a previsão é de que o lucro seja de 11%, sobre o gasto estimado para o ano. "A lógica de mercado indica cada vez mais uma remuneração justa", frisou Marquinhos Trad.

Para o relator da CPI, desta vez a Enersul não irá conseguir os reajustes evidenciando os investimentos para ampliar a rede de distribuição de energia elétrica, como ocorreu em negociações anteriores. "A maioria das ações nem sequer existem. A Aneel é conivente à Enersul e aceita as informações sem conferir in loco o que realmente está acontecendo. Por meio da CPI, as irregularidades tornaram-se públicas, por isso será difícil a Aneel continuar agindo apenas em pról da concessionária", comentou.

Para assegurar o abatimento na próxima revisão tarifária, Marquinhos Trad também considera primordial a movimentação popular. "A sociedade precisa se fazer presente nas negociações por meio da Comissão do Consumidor e acompanhar de perto as tratativas", destacou. A primeira audiência para aa revisão tarifária acontece já no próximo dia 24.

Outras reduções

Caso a expectativa de corte se confirme, irá se repetir nos 73 municípios de abrangência da Enersul o que ocorreu nas cinco cidades sul-mato-grossenses atendidas pela Elektro, que asseguraram redução de até 21% nas contas de energia elétrica. O abate foi anunciado dia 21 de agosto pela Aneel, após encerrar a revisão tarifária da concessionária e entra em vigor a partir de hoje.

Fonte: Correio do Estado