sábado, 4 de agosto de 2007
Enersul aceita reduzir contas em 1,5%
A Enersul propôs ontem à CPI, que investiga ações da concessionária no Estado, reduzir em 1,5% o valor da conta de energia dos 543.661 consumidores residenciais de Mato Grosso do Sul. A medida passaria a valer em curto espaço de tempo, informou o diretor de regulação da empresa, José Simões. Ele assegurou que este percentual é o máximo que a multinacional pode oferecer, mesmo depois de ter obtido lucro 237% superior ao conquistado no primeiro semestre de 2006.
Em tese, com a redução um cliente que gasta R$ 100 por mês, passará a pagar R$ 98,50 à Enersul. Com o desconto, o consumidor nem sequer poderá incluir na lista de compras mensal um pacote de um quilo de feijão, que custa em média R$ 1,80.
Mas a CPI espera que a redução de 1,5% reflita no bolso do consumidor da mesma forma que o reajuste. Se a Enersul justificou aumento superior de quase 12% aos 3,46% liberados pela Aneel, aos impostos sobre o serviço, a esperança é que a redução repercuta da mesma forma.
Além de diminuir a conta, que faz o custo do serviço elétrico no Estado deixar de ser o mais caro do País para ser o terceiro mais oneroso, a Enersul apresentou outras medidas, que segundo a concessionária também vão impactar no custo do serviço. Porém, as demais sugestões dependem de outros elementos, sendo que a empresa assegurou, em reunião anterior, que a proposta apresentada dependeria apenas de suas ações.
No rol de medidas, constam a promoção do acesso a tarifas de baixa renda, contratos de interruptibilidade para clientes industriais – que poderia deixar a conta até 5% mais barata –, rearticular os repasses tarifários, equacionar nova forma de pagamento da rede básica, reverter a decisão de atribuir aos consumidores perdas decorrentes da mudança do ponto de medição, desenvolver juntamente com o Estado, programa de eficiência energética, pesquisa e desenvolvimento.
Frustração
O rol de medidas equivaleu a um balde de água fria para os membros da CPI, que defendem a queda de pelo menos 10% no valor da conta. No próximo dia 14, às 15h, a comissão vai revelar à Enersul o que pensa a respeito da sugestão de redução. Os membros deverão apresentar uma contraproposta.
O vice-presidente da CPI, Paulo Duarte (PT), definiu a proposta como ruim. Para ele, a redução não resolve nada. O parlamentar espera que a concessionária diminua pelo menos 5% o valor da conta. "O ideal é que o serviço fique 10% mais barato. Se a empresa ceder 5%, o restante vamos buscar por meio de outras ações", disse.
Para o relator da CPI, Marquinhos Trad (PMDB), a proposta de redução da Enersul pode ser uma irregularidade. Ele chegou a dizer que a "empresa colocou a corda no pescoço". "A concessionária sempre assegurou que não tinha como baixar o preço. Se agora, ela pode reduzir, será que antes não cobrava este percentual de forma indevida? Caso isso se confirme, a empresa deverá devolver o valor arrecadado nos 10 anos de concessão", declarou.
O mais otimista foi o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR). "Considero uma conquista esta proposta. Pela primeira vez a Enersul ouviu o Estado e se ela prometeu reduzir 1,5%, a empresa poderá mudar de idéia e baixar mais a conta", frisou.
Fonte: Correio do Estado
Em tese, com a redução um cliente que gasta R$ 100 por mês, passará a pagar R$ 98,50 à Enersul. Com o desconto, o consumidor nem sequer poderá incluir na lista de compras mensal um pacote de um quilo de feijão, que custa em média R$ 1,80.
Mas a CPI espera que a redução de 1,5% reflita no bolso do consumidor da mesma forma que o reajuste. Se a Enersul justificou aumento superior de quase 12% aos 3,46% liberados pela Aneel, aos impostos sobre o serviço, a esperança é que a redução repercuta da mesma forma.
Além de diminuir a conta, que faz o custo do serviço elétrico no Estado deixar de ser o mais caro do País para ser o terceiro mais oneroso, a Enersul apresentou outras medidas, que segundo a concessionária também vão impactar no custo do serviço. Porém, as demais sugestões dependem de outros elementos, sendo que a empresa assegurou, em reunião anterior, que a proposta apresentada dependeria apenas de suas ações.
No rol de medidas, constam a promoção do acesso a tarifas de baixa renda, contratos de interruptibilidade para clientes industriais – que poderia deixar a conta até 5% mais barata –, rearticular os repasses tarifários, equacionar nova forma de pagamento da rede básica, reverter a decisão de atribuir aos consumidores perdas decorrentes da mudança do ponto de medição, desenvolver juntamente com o Estado, programa de eficiência energética, pesquisa e desenvolvimento.
Frustração
O rol de medidas equivaleu a um balde de água fria para os membros da CPI, que defendem a queda de pelo menos 10% no valor da conta. No próximo dia 14, às 15h, a comissão vai revelar à Enersul o que pensa a respeito da sugestão de redução. Os membros deverão apresentar uma contraproposta.
O vice-presidente da CPI, Paulo Duarte (PT), definiu a proposta como ruim. Para ele, a redução não resolve nada. O parlamentar espera que a concessionária diminua pelo menos 5% o valor da conta. "O ideal é que o serviço fique 10% mais barato. Se a empresa ceder 5%, o restante vamos buscar por meio de outras ações", disse.
Para o relator da CPI, Marquinhos Trad (PMDB), a proposta de redução da Enersul pode ser uma irregularidade. Ele chegou a dizer que a "empresa colocou a corda no pescoço". "A concessionária sempre assegurou que não tinha como baixar o preço. Se agora, ela pode reduzir, será que antes não cobrava este percentual de forma indevida? Caso isso se confirme, a empresa deverá devolver o valor arrecadado nos 10 anos de concessão", declarou.
O mais otimista foi o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR). "Considero uma conquista esta proposta. Pela primeira vez a Enersul ouviu o Estado e se ela prometeu reduzir 1,5%, a empresa poderá mudar de idéia e baixar mais a conta", frisou.
Fonte: Correio do Estado
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
CPI vai apresentar contraproposta aos 1,5% de redução oferecidos pela Enersul

A reunião desta sexta-feira (3) entre os representantes da Enersul e os deputados da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as causas do alto custo da energia elétrica no Estado terminou com expectativas frustradas e compromisso para nova rodada de negociações.
A proposta apresentada pela empresa prevê redução de 1,5% para as tarifas residenciais, além de medidas para gestões e estudos no sentido de adequar e reequacionar os fatores de impacto nos custos da energia. De acordo com o diretor de regulação da Enersul, José Simões, com a redução proposta, Mato Grosso do Sul deixaria de ter a tarifa mais cara do país, passando a dividir a terceira colocação com outras duas empresas.
O diretor da Enersul afirmou ainda que os itens que integram a proposta estão “no limite do possível e razoável, em função dos compromissos da empresa”.
Os deputados expressaram a frustração diante do índice apresentado pela Enersul e o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR), propôs nova reunião para que seja apresentada uma contraproposta à empresa. “Nossa expectativa era de um índice bem maior, em torno dos 10%. Vamos avaliar a proposta junto com a equipe técnica que nos assessora e voltaremos a negociar”, disse, informando que nova reunião ficou marcada para dia 14, às 15h.
Resultado – Mesmo com as expectativas frustradas pelo índice apresentado, os deputados consideraram que só o fato de ter havido uma proposta pela empresa já representa um resultado positivo para os trabalhos da CPI. “É um caminho, que começa hoje, até porque os 1,5% não contemplam o setor empresarial, não há proposta para as indústrias. Mas existe uma proposta como ponto de partida e isso já é resultado do nosso trabalho, uma resposta a quem achava que a CPI daria em nada”, comentou o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Duarte (PT).
Vanda Morais
Pressionada por CPI, Enersul propõe redução de 1,5%
Representantes da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) apresentaram na tarde desta sexta-feira uma proposta de redução imediata de 1,5% na tarifa residencial das contas de energia do Estado. A manifestação da empresa vem após três meses de pressão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instalada na Assembléia Legislativa.
De acordo com José Simões, diretor de regulação da Enersul, esse percentual de 1,5% faria a tarifa sul-mato-grossense deixar de ser a mais cara do país, para se tornar a terceira mais onerosa: "Isso é o máximo que nós podemos oferecer", justificou o empresário.
Apesar da proposta de redução, os deputados integrantes da CPI não se mostraram satisfeitos com o percentual apresentado. Para o presidente da Comissão, deputado Paulo Corrêa (PR), o valor ideal seria de, pelo menos, 10%. O deputado Youssif Domingos (PMDB) engrossou o coro dos descontentes e afimou que 1,5% não representa uma redução importante.
Novo encontro - Os parlamentares frisaram, no entanto, que uma outra reunião com a Enersul e com a Energias do Brasil - grupo que comanda a empresa - está marcada para o próximo dia 14, às 15 horas, na Assembléia Legislativa. Eles esperam que neste segundo encontro a empresa tenha uma nova proposta.
Fonte: Campo Grande News
De acordo com José Simões, diretor de regulação da Enersul, esse percentual de 1,5% faria a tarifa sul-mato-grossense deixar de ser a mais cara do país, para se tornar a terceira mais onerosa: "Isso é o máximo que nós podemos oferecer", justificou o empresário.
Apesar da proposta de redução, os deputados integrantes da CPI não se mostraram satisfeitos com o percentual apresentado. Para o presidente da Comissão, deputado Paulo Corrêa (PR), o valor ideal seria de, pelo menos, 10%. O deputado Youssif Domingos (PMDB) engrossou o coro dos descontentes e afimou que 1,5% não representa uma redução importante.
Novo encontro - Os parlamentares frisaram, no entanto, que uma outra reunião com a Enersul e com a Energias do Brasil - grupo que comanda a empresa - está marcada para o próximo dia 14, às 15 horas, na Assembléia Legislativa. Eles esperam que neste segundo encontro a empresa tenha uma nova proposta.
Fonte: Campo Grande News
Enersul propõe redução de 1,5% na tarifa residencial de energia
A Diretoria da Enersul propôs hoje, em reunião com os deputados estaduais que integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para apurar o reajuste da conta de energia elétrica no Estado, redução de 1,5% na tarifa de energia para os consumidores residenciais e de até 5% para os industriais. A proposta frustra a expectativa dos parlamentares que esperavam no mínimo uma redução de 10% na conta dos 699,4 mil clientes da concessionária em 73 municípios de Mato Grosso do Sul.
Segundo o diretor de regulação da Enersul, José Simões, essa proposta é a curto prazo e, no caso das indústrias, os empresários terão de o padrão de interruptibilidade no fornecimento de energia pela concessionária para terem direito à redução na tarifa. A médio prazo, completou, a proposta da empresa inclui a negociação de inclusão de custos represados de investimentos que a empresa já fez no programa Luz Para Todos.
O presidente da CPI da Enersul, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), propôs uma nova reunião, no dia 14 de agosto, para que os parlamentares possam apresentar uma contra-proposta. No entanto, Corrêa já adiantou que os índices de redução apresentados pela concessionária de energia elétrica ficaram bem aquém do que era esperado pela CPi da Enersul.
Essa também é a opinião do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), relator da CPI da Enersul, que ficou muito frustrado com a proposta. “A minha expectativa era que a empresa apresentasse proposta de redução de 7,5 a 10% na tarifa de energia”, declarou.
O deputado estadual Paulo Duarte (PT), vice-presidente da CPI da Enersul, também demonstrou insatisfação e disse a proposta pouco vai mudar os trabalhos da comissão. Hoje a tarifa de energia cobrada pela Enersul é mais cara do País e a 6º maior do mundo.
Fonte: Midiamax
Segundo o diretor de regulação da Enersul, José Simões, essa proposta é a curto prazo e, no caso das indústrias, os empresários terão de o padrão de interruptibilidade no fornecimento de energia pela concessionária para terem direito à redução na tarifa. A médio prazo, completou, a proposta da empresa inclui a negociação de inclusão de custos represados de investimentos que a empresa já fez no programa Luz Para Todos.
O presidente da CPI da Enersul, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), propôs uma nova reunião, no dia 14 de agosto, para que os parlamentares possam apresentar uma contra-proposta. No entanto, Corrêa já adiantou que os índices de redução apresentados pela concessionária de energia elétrica ficaram bem aquém do que era esperado pela CPi da Enersul.
Essa também é a opinião do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), relator da CPI da Enersul, que ficou muito frustrado com a proposta. “A minha expectativa era que a empresa apresentasse proposta de redução de 7,5 a 10% na tarifa de energia”, declarou.
O deputado estadual Paulo Duarte (PT), vice-presidente da CPI da Enersul, também demonstrou insatisfação e disse a proposta pouco vai mudar os trabalhos da comissão. Hoje a tarifa de energia cobrada pela Enersul é mais cara do País e a 6º maior do mundo.
Fonte: Midiamax
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